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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Anísio Teixeira, Pestalozzi e Libâneo

Anísio Spínola Teixeira: Nasceu em Caetité na Bahia em 12 de julho de 1900. Estudou no Instituto São Luís na cidade em que nasceu e no Colégio Antônio Vieira em Salvador, ambas jesuíticas. Anísio desejou entrar para a Companhia de Jesus, porém, seu Pai, Deucleciano Pires Teixeira almejava para o filho uma vida política e manda-o estudar no Rio de Janeiro. Ingressou, portanto, no curso de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro. Bacharel em Direito, Anísio recebe o convite do Governador Góes Calmo para assumir em 1924 a Direção da Instrução Pública. Iniciava, assim, um caminho rumo à paixão que seguiu até sua morte, a educação.
No decorrer de suas viagens Anísio é influenciado por John Dewey e se torna precursor e dinamizador de suas teorias no Brasil. Dessa forma, ele centra suas produções na visão democrática que os Estados Unidos trabalhava em suas escolas e publica o livro Em marcha para a democracia: à margem dos Estados Unidos.
Apesar da morte prematura, Anísio deixou um legado rico para a educação nacional, pensamentos e reflexões pertinentes aos dias atuais, os quais têm influenciado as decisões na educação de forma explícita ou intrinsecamente, deste então.

João Pestalozzi nasceu em 1746 na cidade de Zurique, Suíça e faleceu em 1827. Lembrado como quem psicologismo a educação, Pestalozzi procurou aprimorar suas teorias a partir das práticas, no desejo de desenvolver a educação pública, pois acreditava que a renovação da educação seria a verdadeira questão social. Ele pregou a democratização da educação, influenciando assim os governantes de seu país, fazendo com que esses passassem a se interessar pela educação das crianças menos favorecidas.
Para ele, o lar seria a melhor instituição de educação, onde seria desenvolvida a formação moral, política e religiosa. Em relação às suas obras editadas, Pestalozzi escreveu seu primeiro livro, Leonardo e Gertrudes. Em 1782, ele escreveu seu livro mais erudito, Minhas investigações sobre o curso da natureza no desenvolvimento da raça humana.

José Carlos Libâneo nasceu em Angatuba, cidade do interior do estado de São Paulo, no ano de 1945 e cursou o ensino fundamental e médio no Seminário Diocesano de Sorocaba (SP). Graduou-se em filosofia na PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), em 1966. Em 1984 tornou-se “MESTRE” da educação escolar brasileira e “DOUTOR” em educação, posteriormente.
Em seu livro “Democratização da Escola Pública – A Revisão Crítico-Social dos Conteúdos”, José Carlos Libâneo defende um modelo de escola mais concentrada nas classes sociais menos favorecidas, onde seus métodos de ensino fossem principalmente pautados no estímulo do desenvolvimento da consciência crítica de cada indivíduo a fim de despertá-lo para a sua condição de oprimido e proporcionar a ele subsídios para que venha a se tornar um agente transformador da sociedade. Essa educação deveria servir como um instrumento de luta para a compreensão e transformação dos conceitos sociais.
Valorizava o uso de um conhecimento que possibilitasse a liberdade intelectual e política para as que as pessoas dessem real significado à informação, julgando-a criticamente e tomando decisões mais livres e acertadas.

Referências bibliográficas
http://www.fae.ufmg.br/teoriaspedagogicas/Pestalozzi.htm
http://letrasunifacsead.blogspot.com.br/p/jose-carlos-libaneo-biografia.html
http://www.infoescola.com/biografias/anisio-teixeira/


Autores:
CLAUDIA MARCIA
ANA PAULA VIEIRA
DAYANA ROSA
JÉSSICA REIS
ROBERTA NUNES
LUCIANO ABEL

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Entrevista

 
A professora Edna de Sousa Fernandes da Silva tem 26 anos de profissão como professora. Ela diz que desde criança sempre quis ser professora, com 13 anos ela dava aula para as crianças da rua onde morava. Já se aposentou, mas não pensa em parar tão cedo.

Quando iniciou sua carreira a metodologia ainda era o tradicional. Passou 20 anos em uma escola católica no Rio de Janeiro onde o tradicional tinha prioridade. Ainda tem arraigado em sua vida profissional o tradicional, mas gosta muito de desafios, procura aprender todos os dias. Com a nova metodologia aplicada hoje, busca sempre estar atualizada. Qualquer metodologia para dar certo, em primeiro lugar, deve estar embasada na disciplina e compromisso, tanto do educador, do educando e da família, pois só haverá aprendizagem com disciplina e parceria entre escola e a família.

Quanto a inclusão, pensa que precisamos (educadores) muito de ajuda nesse aspecto. O perigo da inclusão é a escola acabar sendo apenas um depósito de crianças. O educador precisa de respaldo e capacitação para lidar com as diferenças.

O que mais a preoculpa em relação a indisciplina é ver que por trás existe um grande conflito familiar. Por isso, o educador precisa manter relação interpessoal com seus alunos. Por experiência em alguns casos que vivenciou vê que este é o caminho.

Com certeza o novo sempre nos deixa inseguros. O educando quando inicia o ano letivo, mesmo sendo aluno da escola, vem com muitas expectativas e cabe aos educadores tornar essa adaptação a mais tranquila possível.

E sobre bullying, nunca enfrentou casos muito sérios. Talvez seja porque leciona para uma faixa etária que não vê as diferenças com tanto preconceito. Mas tem o costume de estar sempre falando aos alunos que temos que tratar o outro como gostaríamos de ser tratados.

A criança e até o adulto quando trata o outro de modo inapropriado, tem o hábito de dizer que está brincando. Então, sempre repete que brincadeira é para divertir as duas partes.

Professora Edna de Sousa Fernandes da Silva, leciona para os 5° anos, no Colégio Cecamp em Campo Grande.

Autores:
Claudia Marcia dos Santos Pires 7089572157
Ana Paula Vieira da Silva 7247592246
Dayana Rosa da Silva 7087565863
Jéssica Reis Benites 7250606452
Luciano Abel de Carvalho Nunes 7419668712
Roberta Dias Medino Nunes 7419670435

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mapa: Antropologia

Saiba um pouco sobre Antropologia com o mapa:



Autores:
Claudia Marcia dos Santos Pires 7089572157
Ana Paula Vieira da Silva 7247592246
Dayana Rosa da Silva 7087565863
Jéssica Reis Benites 7250606452
Luciano Abel de Carvalho Nunes 7419668712
Roberta Dias Medino Nunes 7419670435

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A desvalorização da atividade docente


Chamar a professora de “tia” ou exclamar com reverência, que “o magistério é um sacerdócio” são maneiras semelhantes de depreciação do trabalho do mestre.

A atividade profissional merece ser respeitada principalmente sob o aspecto do trabalho realizado, e não como ocupação desinteressada, amorosa ou mística.

Esse costume de chamar a professora de “tia” nos faz lembrar a feminização do magistério, pois sempre foi uma função desprestigiada e com baixa remuneração, desvalorizada pela sociedade sexista.

“Em toda a história da escolarização, nunca se exigiu tanto da escola e dos professores quanto nos últimos anos. Essa pressão é decorrente, em primeiro lugar, do desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação e, em segundo lugar, das rápidas transformações do processo de trabalho e de produção da cultura. A educação e o trabalho docente passaram então a ser considerados peças – chave na formação do novo profissional do mundo informatizado e globalizado”. (FREITAS, 2005)

O descaso em preparar um mestre era tanto, que houve ainda a acolhida de professores sem formação, alegando que não havia necessidade de nenhum método pedagógico específico.

No regime capitalista em que nossa sociedade vive, infelizmente a educação não é a alavanca da transformação social. No Brasil onde o que predomina é a relação capital/trabalho, a educação fica pra segundo plano, assim como a saúde e o bem estar.

Ainda hoje, em pleno século XXI, vivemos em conflito com o que realmente é prioridade para o ser humano. Pessoas deixam de aprender mais para ganhar um pouco mais, ou ainda suprir algumas necessidades fisiológicas e deixam de buscar para si e para os seus um futuro mais humano, mais digno. E, o que os governos querem é realmente isso, que as pessoas não aprendam sobre seus direitos, o que podem ou não, eles querem uma sociedade sem expectativas, sem ideais. 

Referências bibliográficas:
ARANHA, Maria Lucia Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo, Moderna, 2006.

Fonte da imagem: Mister tube

Autores:

Claudia Marcia dos Santos Pires 7089572157
Ana Paula Vieira da Silva 7247592246
Dayana Rosa da Silva 7087565863
Jéssica Reis Benites 7250606452
Luciano Abel de Carvalho Nunes 7419668712
Roberta Dias Medino Nunes 7419670435